O Balanço Patrimonial
Um imigrante e sua mulher possuíam uma loja de armarinhos e miudezas. Com imenso esforço, conseguiram dar ao filho o que não tinham tido: instrução. O rapaz, já contador diplomado, passou a trabalhar na loja dos pais. Ansioso por mostrar o quanto havia aprendido, o filho insistia todos os dias: era preciso fazer um balanço para conhecer a real situação da loja.
Achando a idéia complicada, o pai foi postergando a providência. Quando não pôde mais, rendeu-se e marcou o tal balanço para o dia seguinte.
Ao chegar, animadíssimo, para o grande evento, carregado de papéis, canetas de várias cores, calculadoras etc., o rapaz ouviu seu pai pedir à esposa: “Maria, tire duas camisas daquela caixa e jogue no balcão. Agora tire quatro pares de meias daquela prateleira e jogue no balcão. Daquele pacote grande, tire três calças e unte às camisas e às meias.”
O filho não entendeu nada, mas ficou olhando. Quando a mãe acabou de juntar as peças sobre o balcão, o pai falou: “Pronto, o balanço está feito.”
“Mas como?”, disse o rapaz. Ao que o pai respondeu: “É isso aí, meu filho. Com o que está no balcão, começando há 40 anos. O resto que vês, foi o nosso lucro.”